
O acúmulo de água que tem chamado a atenção na nova faixa de areia da Praia de Ponta Negra estava previsto no projeto, segundo a Prefeitura do Natal, e aconteceu em decorrência de altas marés ocorridas nos últimos dias, além de chuvas registradas no litoral potiguar. Mesmo com os projetos de drenagem e os dissipadores funcionando desde o final de fevereiro, a perspectiva é de que os alagamentos continuem acontecendo em caso de repetição desses episódios, ocorrendo pelo menos oito vezes por ano.
No último final de semana, a engorda de Ponta Negra registrou acúmulos de água mesmo sem grandes registros de chuvas na capital potiguar. A explicação da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) está relacionada a altas marés registradas em Natal. A Prefeitura informou que dados da Marinha do Brasil indicam que as ondas na região chegaram a 2,3 metros nos horários de pico, por volta das 4h e das 16h. Além disso, o coeficiente de marés atingiu 114, classificação considerada muito alta, o que favorece a formação de grandes ondas e correntezas intensas.
“Sobre a retenção de água na praia de Ponta Negra, consideramos um fenômeno completamente normal, esperado e expliquei isso em janeiro, quando aconteceu. Tivemos nesse final de semana marés altas que atingiram todo o litoral e deve acontecer isso, umas oito vezes durante o ano”, disse o secretário Thiago Mesquita, que explica que o que aconteceu faz parte da adaptação do aterro que irá diminuir o talude de 3.05m “que consequentemente vai suavizar o banho”, apontou.
“Da mesma forma que ocorre na formação das lâminas d’água com chuvas, no espraiamento também irá ocorrer essa retenção nas marés altas. Vamos nos lembrar que no talude a cota é mais alta (crista) e represa a água, que será infiltrada normalmente. Além disso, a cota longitudinal, no fim da engorda, é mais baixa. A engorda é mais alta no sentido norte (Via Costeira), onde começa com 3,05, na parte central, cai para 2,90 e termina no Morro do Careca com 2,75. Por ser o ponto mais baixo, aquela área está com água”, acrescenta.
Com informações de Tribuna do Norte