TJ disse a Fátima que estava sem dinheiro, mas tem R$ 226 milhões em caixa

15 de Janeiro 2019 - 03h45
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Antes mesmo de tomar posse como governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT) visitou os demais poderes para discutir a situação econômica do Estado, que já naquele período acumulava salários atrasados de servidores. Do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, então presidido pelo desembargador Expedito Ferreira de Souza, a petista ouviu que não havia mais recursos no Judiciário disponíveis para retornarem ao Executivo. 


Mas, a nova gestão do TJ, iniciada na semana passada com a posse do desembargador João Rebouças tem em caixa nada menos que impressionantes R$ 226 milhões. Os números foram divulgados durante a solenidade de posse, mas quase passaram despercebidos. 


O TJRN deixou de receber de duodécimos devido exatamente a crise financeira do Estado cerca de R$ 270 milhões. E, mesmo assim, a nova administração começa no azul. 


Em entrevista a 96 FM nesta segunda-feira (14), o desembargador João Rebouças revelou que dos R$ 226 milhões em caixa, somente R$ 8 milhões podem ser utilizados para pagar os servidores, são os chamados recursos da fonte 100. O restante é dinheiro de arrecadação própria, verbas carimbadas e com destinação. Ou seja, o TJ precisa do repasse do duodécimo para conseguir pagar seus servidores. 

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